PCP questiona Governo sobre as supressões dos comboios de Sintra

Em nota enviada à nossa redação o Grupo Parlamentar do PCP informa que entregou hoje, dia 23 de Março, na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo, especificamente ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, acerca da Sobrelotação e supressões na Linha de Sintra, incumprindo normas de resposta ao COVID-19.

No referido documento o Partido Comunista Português realça a importância da prevenção da epidemia do Covid-19 nos transportes públicos e apresenta-se preocupado com as situações de comboios lotados, na linha de Sintra, devido à supresão de comboios e redução de alternativas de transporte.

“Os transportes coletivos são essenciais ao funcionamento do país. No atual contexto em que vivemos, decretado e regulamentado o estado de emergência, vemos com enorme preocupação a situação e a evolução da infeção epidemiológica por COVID-19.

O PCP teve conhecimento de várias situações de comboios lotados, supressões de comboios e redução de oferta na Linha de Sintra, inclusivamente à hora de ponta, como tem vindo a ser denunciado pela Comissão de Utentes da Linha de Sintra.” lê-se no comunicado.

Depois do registo destes problemas, a CP anunciou o reforço de comboios no dia 19 de Março. No entanto, os mesmos problemas voltaram a registar-se no dia 20 de Março.

“A supressão de comboios à hora de ponta é inaceitável, levando a situações de sobrelotação que põem em causa a saúde das pessoas que se deslocam de comboio na Linha de Sintra”, declara o Partido Comunista.

Na nota enviada ao Governo o PCP solicita os seguintes esclarecimentos:

  1. Quais os motivos para a supressão de 65 comboios diários na Linha de Sintra, uma linha ferroviária que serve centenas de milhar de pessoas?
    2. Por que razão não existe informação disponível das alterações à circulação nas estações e nos comboios?
    3. Por que razão não existe informação disponível acerca das normas de higiene a cumprir, nas estações e nos comboios?
    4. Por que razão é que a CP não implementou já a abertura das cancelas das estações, como já acontece noutros transportes públicos, como no Metropolitano de Lisboa?
    5. Que garantias pode o Governo dar à população de que os problemas de sobrelotação, supressões de comboios, falta de informação e abertura de cancelas, são resolvidos imediatamente, a fim de mitigar os riscos associados à infeção epidemiológica por COVID-19?”