2019 – Ano dos acidentes ferroviários em Cascais

 

O abandono da linha de Cascais nos últimos anos é uma realidade a que os cascalenses já se habituaram e para a qual não se vê um fim à vista.

Recentemente o Portal Cascais publicou a decisão do governo socialista em atrasar mais dois anos os investimentos de modernização da linha de Cascais, hipotecando o desenvolvimento e a segurança do transporte ferroviário até 2023.

Ontem, dia 13 de Dezembro, sexta-feira à noite, morreu um homem de 53 anos, após ter sido atropelado por um comboio na zona de Carcavelos. Foi a quarta vítima mortal em 2019 na linha de Cascais.

Recordamos as vítimas de acidentes ferroviários, em Cascais, ocorridos este ano:

  • 6 de Março – 1.ª vítima mortal devido a atropelamento na estação de Carcavelos;
  • 14 de Maio – Atropelamento ferroviário provocou um ferido grave na estação de S. João do Estoril;
  • 16 de Julho – 2.ª vítima mortal, um trabalhador dos caminhos de ferro que estava a fazer a manutenção na zona de Caxias;
  • 27 de Outubro – Jovem ator atropelado por comboio na Estação de S. João do Estoril;
  • 28 de Outubro – 3.ª vítima mortal – atropelamento em S. João do Estoril;
  • 13 de Dezembro – 4.ª vítima mortal – atropelamento por um comboio na zona de Carcavelos.

Dos seis acidentes ferroviárias ocorridos na linha de Cascais em 2019, 4 foram mortais, e para termos a noção da gravidade desta situação basta analisarmos os dados do Relatório Anual da Segurança Ferroviária de 2017, realizado em Setembro de 2018.

Gráfico do Relatório Anual da Segurança Ferroviária 2017

O número de vítimas mortais em acidentes em Passagem de Nível (PN) em 2016 foi de 8 vítimas mortais e em 2017 de 6 vítimas mortais, uma descida de 25%. Entre 2014 e 2017 temos uma média de 6 vítimas mortais por ano, a nível nacional.

Cascais em 2019 teve 4 vítimas mortais. E apenas identificámos, no Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF) uma investigação em curso, o da vítima mortal de 16 de Julho, referente ao trabalhador da CP.

A Linha de Cascais está a degradar-se e o perigo continua a aumentar sem que governo ou entidades responsáveis tomem medidas.

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