Hackers norte-coreanos estão hackeando o setor de defesa russo… também atacando os EUA e Israel

Os ataques hackers da Coreia do Norte às indústrias de defesa em todos os países

Surgiram suspeitas de que a Coreia do Norte hackeou repetidamente a sua aliada Rússia para roubar informações nucleares e de mísseis. A americana Microsoft (MS) anunciou isso por meio do ‘Relatório Anual de Defesa Digital 2023’ divulgado no último dia 5.

“A Coreia do Norte está a fornecer apoio material em troca de alimentos para a guerra da Rússia na Ucrânia, mas, ao mesmo tempo, os ciberataques norte-coreanos têm como alvo as indústrias nuclear e de defesa da Rússia e as agências governamentais para recolher informações”, afirmou a Microsoft num comunicado.

Em março deste ano, ‘Ruby’, a mesma organização do grupo de hackers norte-coreano ‘Kimsuki’, infiltrou-se no instituto russo de pesquisa espacial e distribuiu o malware ‘Onyx’, conhecido como ‘Ontreal’, hackeando um russo. Universidade e ‘Connie’. O hacker, que se acredita ser ‘Opal’, seria a mesma organização que enviou o e-mail de phishing para a conta da embaixada russa.

Em maio deste ano, ‘Diamond’, uma referência ao grupo Lazarus da Coreia do Norte, usou malware de cavalo de Tróia para invadir um sistema russo relacionado com o nuclear.

De acordo com o relatório, a Rússia foi responsável pelo maior número de ataques de hackers cibernéticos da Coreia do Norte às indústrias de defesa de outros países, de março do ano passado a este ano, representando 14%.

Revelou que os EUA e Israel foram os próximos com 10%, enquanto a Coreia ficou em 6º lugar com 6% dos ataques de hackers.

O relatório também indicou que hackers norte-coreanos realizaram ataques de hackers contra empresas marítimas e de construção naval europeias entre novembro do ano passado e janeiro deste ano.

“Este nível de sobreposição entre indústrias e objetivos não foi visto no passado”, disse ele. “O setor de recolha de informações do governo norte-coreano está a dar alta prioridade à investigação relacionada com a tecnologia marítima”, disse ele.

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Também foram observados casos de sistemas de hackers norte-coreanos infiltrando instalações de fabricação de armas localizadas na Alemanha e em Israel. Uma dessas organizações de hackers também invadiu empresas de segurança no Brasil, na República Tcheca, na Finlândia, na Itália, na Noruega e na Polônia este ano, disse o relatório.

Ele acrescentou: “Isso indica que o governo norte-coreano emprega e opera vários sistemas de hackers cibernéticos para aprimorar suas capacidades militares”.

O relatório também indicou que a Coreia do Norte continua a roubar criptomoedas e a realizar ataques cibernéticos utilizando métodos sofisticados, como atacar a cadeia de abastecimento de empresas financeiras e tecnológicas sediadas nos EUA.

Além disso, novos métodos de hacking continuam a ser desenvolvidos para atingir as vítimas, tais como a distribuição generalizada de malware através da utilização indevida de software legítimo de código aberto e ataques de phishing a equipas de especialistas, fazendo-se passar por organizações legítimas.


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