Outra tribo desapareceu da terra

Nativo americano morreu após 26 anos vivendo sozinho na Amazônia brasileira


Em um vídeo divulgado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas do Brasil em julho de 2018 (foto acima) e a cabana que ele construiu. Apresentado pela FUNA Survival International

Fugindo de funcionários do governo
Acredita-se que a ‘morte natural’ tenha sido causada por deitar em uma rede

Primeiro caso para formalizar o extermínio tribal sem contato
Grupo de Direitos Humanos “Símbolo de Resistência e Recuperação”

A última das tribos indígenas que vivem na Amazônia brasileira foi encontrada morta. Este é o primeiro caso de desaparecimento oficialmente confirmado de uma tribo isolada.

A Fundação Nacional do Índio do Brasil (FUNAI) confirmou a morte de uma tribo no dia 23 (horário local) enquanto patrulhava a área tribal de Tanaru, no estado amazônico de Hondonia, informou o New York Times (NYT) e outras mídias estrangeiras. No dia 30. Ele estava deitado em sua cabana de costume sem nenhum sinal de intrusão. Acredita-se que a causa da morte seja natural, disse a confiança. Um perito forense examinou o local. O corpo foi levado para Brasília para autópsia. Após o teste de DNA, a fundação planeja enterrá-lo na floresta onde ele morreu.




Nos últimos 26 anos, a tribo vive isolada na região tribal Tanaru, na fronteira do Brasil com a Bolívia. Nome desconhecido. Estima-se que ele tenha cerca de 60 anos. Ele cavou dezenas de covas na área onde morava e era conhecido como ‘Homem do Poço’. São conhecidas apenas 53 cabanas construídas por ele enquanto fugia das autoridades governamentais.

Sua morte eliminou toda a sua tribo. Este é o primeiro caso oficialmente registrado do desaparecimento de uma tribo isolada. Uma tribo isolada significa uma tribo que vive sem contato com o mundo exterior.

Outras tribos são conhecidas por terem sido exterminadas por ataques de fazendeiros e caçadores de terras desde a década de 1970. De acordo com Marcelo dos Santos, da Fundação Nacional Aborígene, tribos indígenas foram atacadas pelo menos duas vezes. A data exata não é conhecida, mas ao mesmo tempo, muitas pessoas morreram depois de comer açúcar envenenado.

O National Trust for Tribal Peoples teve contato direto com as últimas tribos restantes em 1996. “Tentei falar com ele, ofereci milho e flechas, mas ele estava assustado e muito agressivo”, disse Santos, que o conheceu na época, ao The New York Times. “A partir disso, devemos respeitar sua solidão.” Um ano depois, o truste baniu madeireiros e pecuaristas da área. As medidas de conservação devem continuar até 2025.

Além das tribos desaparecidas, há avisos de que outras tribos também correm risco de extinção. Quanto à tribo Pripkura, existem apenas três, uma mulher que não pode conceber e dois homens. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas estima que existam pelo menos 114 tribos isoladas no Brasil, mas apenas 28 foram identificadas. As 86 tribos restantes não são protegidas pelo governo.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro está pressionando pelo crescimento da Amazônia, afrouxando as regulamentações para expandir a exploração madeireira e pecuária e reduzir as proteções para povos e terras indígenas. O orçamento do National Tribal Trust também foi cortado.

Fiona Watson, diretora de pesquisa do grupo de direitos humanos Survival International, disse que teve experiência em conhecer uma pessoa falecida com a confiança em 2005. “Ele era um símbolo de resistência e redenção, vivendo sozinho sem falar com ninguém.”

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