A versão sul-americana do ‘Euro’ terá sucesso? Moeda conjunta Brasil-Argentina impulsiona o crescimento



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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula Dasoa e o presidente argentino Albert Fernandez realizam coletiva de imprensa conjunta no dia 23 (horário local). AFP Yonhap News

Brasil e Argentina concordaram em criar uma moeda comum na América do Sul para superar barreiras comerciais e reduzir a dependência do dólar. No entanto, os especialistas prevêem que alcançar a comercialização não será fácil devido ao grande fosso econômico entre os dois países e ao fato de que já houve tentativas e fracassos no passado.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula Taciuba, e o presidente da Argentina, Albert Fernandez, em visita à Argentina pela primeira vez desde que assumiram o cargo, assinaram no dia 23 (horário local) um documento sobre um aspecto fundamental da integração econômica entre os dois países.




Em particular, decidiu-se discutir uma moeda sul-americana comum que superasse as barreiras comerciais, simplificasse e modernizasse as regulamentações, promovesse o uso de moedas locais e fosse usada tanto para finanças quanto para comércio.

A moeda comum adotada pelos dois países será inicialmente utilizada no comércio exterior e nas transações entre Argentina e Brasil, mas posteriormente será estendida aos países membros do Mercosul (Mercado Comum Sul-Americano).

O presidente Lula explicou que “(moeda comum da América do Sul) é necessário porque há países que têm dificuldade em comprar dólares”. Atualmente, o comércio entre os dois países e países da América do Sul é liquidado principalmente em dólares. Se a oferta e a demanda do dólar forem interrompidas por uma crise cambial, os estreitos laços econômicos e o comércio inter-regional também serão afetados.

No entanto, ambos os países anunciaram que a moeda comum a ser introduzida seria diferente da moeda única da UE, o euro. A moeda comum é utilizada apenas nas transações comerciais entre os países, mas, internamente, o real e o peso são utilizados como moedas próprias.

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Especialistas consideram baixa a probabilidade de uma moeda comum sul-americana. Isso se deve ao grande fosso econômico entre os dois países, que já não conseguiu promover uma moeda comum.

De fato, a taxa de inflação da Argentina atingiu 100% no ano passado, o nível mais alto registrado no mundo. Atualmente, estima-se que 4 em cada 10 argentinos vivam na pobreza. A moeda da Argentina, o peso, vem se desvalorizando há mais de uma década, então o governo argentino está tentando aumentar suas reservas em moeda estrangeira.

No final dos anos 1980, Brasil e Argentina discutiram a ideia de um ‘gaúcho’, uma moeda comum para o comércio, mas acabou sendo abandonada devido a dificuldades de implementação. Em 2019, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro apresentou um plano para unificar a moeda, dizendo que criaria um ‘peso real’, mas isso também não se concretizou.

Brendan McKenna, um estrategista de câmbio da Wells Fargo Securities, previu que a moeda comum sul-americana não seria fácil de ganhar confiança, dizendo que “demorou décadas para o mercado do euro ganhar confiança”.

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