Motorpassion processa Câmara Municipal de Cascais 

O Motor Passion Museum, idealizado por Duarte Lopo Cancella de Abreu, moveu uma acção contra a Câmara Municipal de Cascais onde é pedida uma  uma indemnização no valor de 270 mil euros, alegando “inúmeros e avultados prejuízos”, após o município ter colocado um ponto final na parceria que desde 2014 uniu as duas entidades com vista à criação na cidade do Motor Passion Museum (MPM).

Segundo o Expresso, o contacto feito com a Câmara Municipal de Cascais confirmou “o seu afastamento do projecto, decisão justificada por Marco Espinheira, diretor do Futuro da Câmara Municipal de Cascais pelo facto de ter percebido “que a sociedade em questão não tinha condições para levar a cabo o que inicialmente tinha apresentado”. “Não acredito que exista o investimento necessário”, concluiu Marco Espinheira, acrescentando que a autarquia mantém o interesse em desenvolver um museu automóvel: “Temos a firme intenção de o criar e vamos continuar à procura de um projecto vencedor, como Cascais merece”.”

Duarte Lopo Cancella de Abreu, mantém que o projecto se tornou “inviável, dada a ineficácia da gestão dos investimentos prometidos pela autarquia”. “Da nossa parte”, insiste, “conseguimos apoios, asseguramos colecções, e inclusivamente investimos capitais próprios”.

Duarte Cancella de Abreu, sublinha uma relação “desgastante” com a autarquia, com inicio  em 2014, momento em que diz ter sido convidado pelo presidente Carlos Carreiras para criar o museu. O diretor do Futuro da CMC contesta “Não foi assim que aconteceu”, afirma, alegando que o projeto foi apresentado à câmara e esta concordou avançar.

Segundo apurou o Expresso, das negociações mantidas, Cancella de Abreu explica ter ficado acordado que, além da cedência do espaço, a câmara custearia os estudos e projetos de adaptação, bem como a realização das obras. Com a concordância do município, afirma, ficou ainda pendente “a celebração de um protocolo” que oficializasse os termos da parceria, “documento que nunca chegou a ser assinado”.

Dada a dimensão das instalações a ocupar, ficou também assente que o museu partilharia o edifício com o Museu de Arte Urbana e Contemporânea de Cascais (MARCC), outro projeto resultante de uma parceria da CMC, neste caso com o artista Alexandre Farto, conhecido como Vhils. A concretização deste museu, que chegou a ter a inauguração anunciada para setembro de 2018, continua a ser uma incógnita. Marco Espinheira promete novidades “muito em breve”, enquanto os representantes de Vhils disseram ao Expresso que, apesar da “proposta e dos contactos iniciais, o plano não vai avançar”.

A ruptura foi oficializada por email, assinada pelo vice-presidente da câmara, Miguel Pinto Luz, recebida em maio deste ano. A mesma onde foi requisitada à sociedade Motor Passion que entregasse “todos os espaços” que ocupava, adianta Cancella de Abreu.

Segundo apurou o www.PortalCascais.pt a Motor Passion ainda anuncia no seu site como parceiro institucional, a Câmara Municipal de Cascais

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