Cascais partilha 1,8 ME com seis municípios da AML para apoio a sem-abrigo

Sete municípios da Área Metropolitana de Lisboa vão dispor de 1,8 milhões de euros do Fundo Social Europeu, para implementação de projetos de apoio a pessoas sem-abrigo e para reforço de equipas técnicas, foi hoje anunciado.

“A implementação de projetos de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo e o reforço de equipas técnicas nesta área vão beneficiar de um apoio de 1,8 milhões de euros do Fundo Social Europeu até 2023 em sete municípios da Área Metropolitana de Lisboa”, refere um comunicado conjunto das áreas governativas da Coesão Territorial e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Segundo a nota enviada à agência Lusa, os projetos entram em fase de execução nos municípios de Oeiras, Almada, Sintra, Amadora, Montijo, Cascais e Barreiro, “até ao fim do corrente mês de julho”.

“Ao abrigo dos sete projetos agora financiados pelo Programa Operacional Regional Lisboa 2020, estima-se que sejam apoiadas e acompanhadas 660 pessoas nesta situação”, lê-se no documento.

O comunicado explica ainda que, no âmbito da iniciativa, está prevista a contratação de 29 novos técnicos para as equipas de rua, acompanhamento e monitorização nos municípios abrangidos.

“As ações a financiar preveem ainda o desenvolvimento de respostas que implementem ações ocupacionais adequadas às características e vulnerabilidades das pessoas em situação de sem-abrigo, que promovam a sua empregabilidade e inserção profissional, e ainda que favoreçam o combate ao estigma sobre a condição de sem-abrigo”, acrescenta.

Serão também “constituídos gestores de caso para assegurar o acompanhamento psicossocial, quer em contexto de rua, quer em contexto habitacional”, que terão ainda como missão “elaborar um diagnóstico multidisciplinar e planos de inserção que assegurem o acompanhamento psicossocial e o acesso a respostas integradas”.

O comunicado lembra que recentemente, no que concerne à habitação, “foram aprovadas várias candidaturas que contemplam o apoio a 583 pessoas em situação de sem-abrigo para integração em respostas habitacionais (designadamente ‘Housing First’ e habitação partilhada)”.

A Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA) assinala hoje três anos e, simbolicamente, o ponto intermédio da sua execução, que se estende até 2023, acrescenta a nota.

Fonte: Lusa