Estudo sobre violência no namoro revela que 67% dos jovens sofreram comportamentos violentos
No âmbito do Projeto nacional ART’THEMIS+ Jovens Protagonistas na Prevenção e na Igualdade de Género da UMAR, foi apresentado o Estudo Nacional sobre Violência no Namoro 2020.
Foram apresentados hoje, dia 14, os dados sobre a vitimação e as conceções dos jovens sobre a violência no namoro, que contou com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.
O estudo efetuado através um questionário sobre a violência no namoro, constituído por 15 perguntas, agrupadas em 6 categorias de formas de violência.
O questionário foi efetuado a 4.598 jovens, de norte a sul do país, com idades compreendidas entre os 11 e os 21 anos, sendo a idade média 15 anos.
A composição da amostra é constituída por 56% de raparigas, 43% de rapazes e 1% não respondeu.
Na 1ª Categoria, Legitimação da Violência no Namoro, o estudo revela a percentagem de jovens que considera legitimas as situações de controlo, perseguição, violência sexual, violência através das redes sociais, violência psicológica e violência física.
67% dos jovens responderam terem sofrido comportamentos de violência no namoro
Nas respostas aos Indicadores de Vitimação, 67% dos jovens responderam terem sofrido comportamentos de violência numa relação de namoro.
O estudo apresentado neste relatório ajuda a compreender os contornos da violência no namoro entre os jovens em Portugal, nomeadamente no âmbito da sua prevalência e legitimação.
A conclusão do estudo revela uma realidade preocupante em Portugal devido à elevada prevalência das formas de violência no namoro entre os jovens e o não reconhecimento destas formas de violência na intimidade. Em Portugal ainda há um longo percurso a realizar ao nível da consciencialização deste problema.
“Os resultados do estudo apontam para a importância da prevenção primária da violência de género em contexto escolar ser desenvolvida de uma forma holística, sistemática e continuada, de forma a consciencializar os jovens a desenvolverem relações de intimidade saudáveis e desconstruir a legitimação de comportamentos abusivos”, pode ler-se nas conclusões do relatório.

















