CDS quer medidas de auxílio às empresas itinerantes do setor das diversões

 

Em comunicado enviado à nossa redação os deputados do CDS-PP, João Gonçalves Pereira, Telmo Correia, Cecília Meireles, Ana Rita Bessa e João Pinho de Almeida entregaram na Assembleia da República um pedido de recomendação ao governo para que sejam adotadas medidas de auxílio às empresas do setor das diversões.

A suspensão de atividades económicas devido à pandemia da COVID-19 lançou o setor das diversões itinerantes, constituído por mais de 800 microempresas, numa crise profunda.

Estas empresas que têm, na sua esmagadora maioria, uma atividade sazonal, estavam praticamente paralisadas desde outubro do ano passado esperando retomar a sua atividade habitual no passado mês de março, o que não aconteceu devido à crise gerada pelo novo coronavírus.

As festas, feiras e romarias agendadas até final de junho foram canceladas, e idêntica medida já foi assumida por alguns municípios, juntas de freguesia e outras entidades promotoras de eventos em relação aos meses de julho, agosto e setembro.

Neste contexto a paralisação das empresas itinerantes de diversão poderá durar 18 meses, até final de março do próximo ano.

As medidas de auxílio a este setor previstas pelo Governo são manifestamente insuficientes de acordo com o CDS-PP.

“As medidas contemplam, a nível de impostos e apoios financeiros, os próximos três meses, e a nível bancário (moratórias) os próximos seis, mas os empresários queixam-se que já não conseguem cumprir agora, muito menos o poderão fazer daqui a seis meses se nada for feito” revela o comunicado do CDS-PP.

Adiantam os deputados do grupo parlamentar do CDS-PP que “devido à especificidade do setor, a receita atual destas empresas é nula e permanecerá assim enquanto o risco de contágio pelo SARS-CoV-2 continue a obrigar à suspensão da sua atividade”.

“Grande parte destas empresas são compostas pelo agregado familiar, e, se não forem adotadas medidas de apoio direto, muitas não conseguirão sobreviver”, conclui o comunicado.