PS em força a condenar Carlos Carreiras

Em nota de imprensa chegada à nossa redacção, as Concelhias do Partido Socialista de Cascais, Oeiras e Sintra criticam a forma como Carlos Carreiras está a abordar o possível cerco sanitário a transportes públicos no Concelho de Cascais.

Segundo o comunicado, “As estruturas concelhias do PS de Cascais, Oeiras e Sintra condenam veementemente as declarações proferidas pelo presidente da Câmara de Cascais que admite implementar uma “cerca sanitária aos transportes” para evitar a entrada de possíveis infetados no seu concelho.”

“O presidente da Câmara de Cascais não pode passar a vida a citar o Papa Francisco sobre a inspiradora ideia de que estamos todos no mesmo barco no que concerne ao covid e depois começar a tirar pessoas dos autocarros para lhes medir a temperatura, só porque vivem no concelho ao lado. Manifestamente este não é o caminho.”, adianta o comunicado de imprensa.

Nestas declarações encontram-se ainda criticas ao Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, “Não compreendemos, também, o silêncio do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, que esperamos não ser motivado pelas recentes notícias que levantam a possibilidade de uma candidatura de Isaltino de Morais como cabeça-de-lista do PSD à Câmara Municipal de Oeiras nas eleições autárquicas de 2021.”

Relativamente ao Presidente da Câmara Municipal de Sintra, as três concelhias dizem, “Revemo-nos nas declarações do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, que considerou inviáveis quaisquer soluções individuais, ainda que fossem juridicamente possíveis, para resolver a questão dos transportes, sem a coordenação da Área Metropolitana de Lisboa.”

O PS Cascais, PS Oeiras e PS Sintra consideram que a melhor forma de combater a pandemia que estamos a atravessar é através de um grande consenso nacional quer na procura de soluções globais, quer na implementação de respostas de âmbito nacional, regional ou local.

As três estruturas concelhias repudiam as medidas apresentadas e não aceitam que se limite a capacidade de mobilidade aos cidadãos dos três concelhos, sem que tais medidas sejam coordenadas com as entidades competentes, nomeadamente com a Área Metropolitana de Lisboa, a DGS e o ministério da Saúde.