5G, Clouds e as Smart Cities

 

A Anacom pretende arrancar com o leilão de espectro para o 5G em Abril de 2020 e ter o processo concluído em Junho do mesmo ano.

O 5G é a próxima geração de rede de internet móvel que vai permitir uma velocidade de download e upload de dados mais rápidos, com uma cobertura mais ampla e uma maior estabilidade nas conexões.

Com uma maior velocidade e um nível de latência muito menor vai permitir que o envio e receção de dados sejam em tempo real. A transmissão de dados sem atrasos ou desvios vai potenciar o desenvolvimento da “Internet das Coisas”.

Estas novas capacidades ligadas ao gaming e à realidade virtual passam a estar disponíveis online, na cloud, sem ser necessário termos um computador de última geração. Deixa de ser preciso um PC ligado por cabo para termos reações em tempo real.

E as suas aplicações vão levar as empresas, instituições e organizações para um outro nível em áreas como: o sector da saúde, da condução autónoma, da gestão de trafego, na gestão da iluminação pública, dos sistemas de regas, etc.

Por esse motivo a Câmara Municipal de Cascais assinou um Memorando de Entendimento com a Dense Air Portugal para instalar a rede 5G no centro da Vila.

E pela mesma razão a Câmara de Matosinhos anunciou a cobertura da cidade de Matosinhos com 5G, em parceria tecnológica com a Huawei e a operadora NOS.

A aposta na implementação do 5G e o desenvolvimento das Smart Cities é o desafio para o futuro dos municípios portugueses.

Mas o 5G não irá acabar com a rede fixa, sobretudo a rede de fibra, que vai continuar a ter mais fiabilidade e segurança que o 5G. O serviço 5G móvel será complementar à rede fixa de fibra com a cobertura nacional.

Nas áreas rurais e fora dos grandes centros urbanos a rede 5G não será uma opção, uma vez que vai operar com bandas de alta frequência, com muita capacidade, mas que cobrem distâncias menores.

A próxima geração de tecnologia móvel vai mudar a maneira como actualmente vivemos e fazemos negócios e trará um grande conjunto de benefícios.

E são só vantagens?

Há quem tenha algumas preocupações. Os sinais de rádio usados pelas tecnologias móveis tem sido estudados há décadas e os principais órgãos de saúde pública europeia garantem que não há qualquer risco para a saúde. E continuam a ser realizados estudos neste âmbito.

E em termos de segurança?

O maior perigo está ligado às questões de segurança através das ligações IoT (Internet das Coisas) que pela quantidade de dispositivos/aparelhos ligados irá expandir a superfície de ataque na internet.  Serão bilhões de dispositivos conectados sem estarem adequadamente isolados da rede.

Novos hábitos criam novos desafios.

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