No seguimento da minha candidatura inicial à liderança do Partido Socialista em Cascais no final de 2013, traduzindo um percurso de coerência e que deu expressão à vontade de mudança corporizada pelos militantes, entendo que hoje estão reunidas as condições necessárias para afirmar em definitivo o PS como o maior Partido concelhio.

Foram tempos de opções inadiáveis, de uma corajosa afirmação de um novo rumo e de mobilização de energias para o concretizar.

Como resultado conseguimos nas autárquicas de 2017 estancar a sangria eleitoral que persistia desde 1997, onde nesses 20 anos o PS a cada ato eleitoral perdia votos no concelho de Cascais. Em 2017 invertemos essa tendência e passámos de 14 mil votos para os 22 mil votos.

Este é certamente um capital de confiança que apesar de conquistado em 2017 nos responsabiliza no caminho que falta percorrer até às próximas autárquicas de 2021.

Se a isto somarmos o excelente desempenho do PS em Cascais nas Europeias e nas Legislativas, em particular nesta última, onde obtivemos perto de 32 mil votos, afirmando-nos como o Partido mais votado em Cascais, vencendo em 3 das 4 freguesias, maior é a nossa responsabilidade.

Sei que cada eleição é distinta entre si e que existirão sempre variáveis internas e externas, mas não é menos verdade que existe um capital eleitoral com disponibilidade para votar PS, assim consigamos chegar até ele com as nossas propostas e com os nossos candidatos.

No entanto continua a afigurar-se-me estranho que em Legislativas votem mais eleitores do que em Autárquicas e isso deve remeter-nos para uma profunda reflexão para que se encontrem as formas e as mensagens adequadas para que este eleitorado que não vive e não sente o seu concelho possa por ele interessar-se, e que desse modo se manifeste eleitoralmente.

Por tudo isto e embora tenhamos começado a trabalhar para as autárquicas de 2021 logo no dia a seguir às eleições de 2017, não é menos verdade que o próximo mandato interno dos órgãos locais se reveste de uma importância acrescida em virtude das decisões que terá que tomar, desde logo relativamente às linhas programáticas mas também em relação aos protagonistas que as irão corporizar.

Nesse sentido, com clareza e determinação decidi apresentar-me de novo como candidato à Presidência da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, submetendo a sufrágio não só a avaliação do trabalho desenvolvido, mas sobretudo o capital de esperança que resulta dessa apreciação, que nos remete para uma nova ambição relativamente aos resultados esperados para 2021.

Continuarei a trabalhar para que no PS Cascais se viva e sinta a militância, de forma activa, interveniente, aberta à sociedade e que com esta se possa desenvolver um projecto em verdadeira sintonia municipal, enriquecendo o debate e corporizando uma alternativa credível.

Procurarei continuar a elevar a política, promover o debate e fazer as “pontes” necessárias entre todas as partes, na afirmação e mobilização em torno de um projecto verdadeiramente de esquerda para Cascais.

Afirmando sem hesitações, que há um outro rumo. Um rumo onde com Mais PS, teremos um Melhor Cascais.

Luís Miguel Reis